Conhecer e confiar no seu corpo torna todo o processo do parto mais rápido e seguro!

ANATOMIA E FISIOLOGIA DO PARTO – RODA DE CONVERSA DO DIA 11/07/2015

ÚTERO

O útero é um músculo em cujo interior se desenvolve o bebê. Quando começa o trabalho de parto, sob os comandos de secreções hormonais, as contrações exercem uma pressão de cima para baixo sobre o feto, empurrando-o contra o colo do útero que começa a dilatar-se para que o bebê saia. Ele apaga-se (afina) e dilata-se (abre) para permitir que o feto desça para a vagina. O apagamento é geralmente avançado na primeira gestação a termo, antes da ocorrência da dilatação. Nas gestações posteriores, o apagamento e a dilatação da cérvice tendem a progredir juntos.

HORMÔNIOS DO PARTO

Quando o hipotálamo do feto alcança certo grau de maturação, estimula a hipófise fetal a liberar o hormônio ACTH. Esse hormônio aumenta a secreção de cortisol e outros hormônios, que estimulam a placenta a secretar prostaglandinas. Estas promovem contrações da musculatura lisa do útero. A distensão uterina progressiva, a pressão intrauterina aumentada e o envelhecimento da placenta parecem estar associados ao início do trabalho de parto.

O parto depende tanto da secreção de ocitocina quanto da produção das prostaglandinas para a adequada dilatação do colo do útero e para que haja contrações. Essa ocitocina é também o hormônio do amor, que favorece o vínculo mão-filho e, além disso, durante a amamentação ela também é liberada, fazendo com que, logo após o parto, o útero continue se contraindo a fim de evitar hemorragias e para que ele retorne ao normal. A progesterona mantém seus níveis elevados durante toda a gravidez, inibindo contrações uterinas através do bloqueio da resposta a ocitocina e as prostaglandinas, portanto ela deve diminuir e o estrogênio aumentar par que ocorra o trabalho de parto, uma vez que o estrogênio aumenta o grau de contratilidade uterina. A endorfina é o hormônio ligado ao prazer e ajuda no alívio da dor durante o trabalho de parto. A relaxina aumenta o número de receptores para a ocitocina, além de ser responsável pelo amolecimento das articulações pélvicas, dando-lhes a flexibilidade necessária para o parto. Também tem ação importante no útero para que ele se distenda, à medida que o bebê cresce.

SINAIS QUE PRECEDEM O PARTO ATÉ O PARTO

Insinuação, ou seja, o encaixe. Ocorre gradualmente, aproximadamente duas semanas antes do termo nas primeiras gestações.

Pródomos que pode durar de poucas horas até um ou mais dias. As contrações são em geral curtas e espaçadas. A mulher pode queixar-se de contrações frequentes, porém irregulares (Braxton Hicks).

Perda do tampão mucoso que é um muco do colo do útero amarronzado ou tinto de sangue. Esse muco existe para proteger o feto de infecções.

TRABALHO DE PARTO

São quatro estágios no trabalho de parto.

O primeiro estágio é a fase latente, inicia-se com as contrações uterinas de frequência, intensidade e duração regulares e vai até a dilatação completa do colo do útero. É mais longo que o segundo e o terceiro estágios juntos. Está dividido em três fases: latente, ativa e de transição. Latente ocorre mais progresso no apagamento do colo e pouco na descida do feto. Na fase ativa e a de transição ocorre a dilatação mais rápida e o aumento na velocidade de descida da apresentação.

O segundo estágio do parto consiste na expulsão, começa no momento de dilatação completa da cérvice e vai até o nascimento do feto. Consiste na associação entre as contrações, a força contrátil do diafragma e da parede abdominal (puxos). São cerca de 5 contrações em cada 10 minutos. Está dividido em três fases: latente – período em que a mulher não sente urgência em empurrar, está repousando, ativa – período em que a mulher está fazendo grandes esforços para empurrar e a transição – a cabeça está coroando e a mulher sente mais dor e mais esforço para empurrar. Algumas mulheres queixam-se do circulo de fogo, que é um ardor que acontece com a distensão máxima do períneo.

O terceiro estágio é o secundamento, começa com o nascimento do feto e termina com a eliminação da placenta. Essa se desprende na terceira ou quarta contração forte após a saída do bebê.

O quarto estágio dura em torno de 2 horas após a eliminação da placenta. É o período de recuperação imediata. Serve para observar complicações como o sangramento anormal (GREEMBERG).

DIAGNÓSTICO DO TRABALHO DE PARTO

Contrações dolorosas e rítmicas (mínimo de 2/10 minutos, que se estendem por todo o útero durando cerca de 50-60 segundos). Colo apagado e dilatado (>2cm), perda do tampão mucoso.

Pequena, aconchegante, com risos, lágrimas e mais risos, assim foi nossa primeira roda de conversa!

Resenha dos temas abordados na 1ª Roda Obra Prima 13/06/2015

Segundo a Dra Eleanor Luzes, todos deveriam ter conhecimento sobre concepção, gestação, parto, amamentação e as mudanças que ocorrem nos três primeiros anos de vida do filhote humano: 1º ano lida com a gravidade; 2º ano desenvolve um linguajar de 500 palavras; 3º pensa e no final do 3º ano tem uma memória continua. Ela nos traz uma proposta de inserção desta instrução nas escolas a partir do ensino médio. Estudos revelam que Países como a Índia, Suécia e Venezuela que apresentavam alto índice de agressividade, problemas com suicido, assassinato, álcool e drogas, zeraram o nº destas tragédias, após mudarem a educação e iniciarem orientações com as mulheres antes mesmo do período gestacional e as acompanharem na fase Perinatal.

Pesquisa “Nascer no Brasil”,coordenada pela Fundação Oswaldo Cruz em 266 hospitais públicos e privados (2014), apontam que 30% das entrevistadas não desejaram a gestação atual; 09% ficaram insatisfeitas e 2,3% tentaram interromper a gravidez,mostrando a importância de abordar a aceitação da gestação em consultas do Pré Natal e promover ações de apoio á gestantes,visto que é na primeira infância (da concepção aos 06 anos) que se estabelece o vinculo entre a mãe e filho com pequenos gestos de afeto e cuidado.

No primeiro trimestre as alterações psicológicas e emocionais da gravidez são marcadas por medo e alegria. A insegurança sobre as mudanças que ocorrerão depois que o bebê nascer, adicionada ao desconforto físico como náuseas, vômitos, insônia, cansaço e o temor da perda da gravidez que acontece com mais freqüência durante este período. O segundo trimestre é considerado o paraíso da gestação, a mulher começa a sentir a movimentação fetal e passa a acreditar que será mãe, surge então o dialogo com o filho que se fortalece por toda vida. Chegando ao final da gestação, no terceiro trimestre o abdome começa a pesar, surgem dores lombares, aumento do cansaço, receio sobre a dor que sentirá durante o trabalho de parto e duvidas se o bebê irá nascer saudável ou não.As alterações de humor voltarão, incluindo a

ansiedade pela hora do parto.Este turbilhão emocional é normal e passageiro, preserve um tempo para você e se organize para um parto mais tranqüilo.