Resenha da Nossa Terceira Roda de Conversa para Gestantes!

A Dor do Parto e os Métodos não Farmacológicos Utilizados pela Doula para o Alívio da Dor

A Dor

Uma das preocupações que mais envolve gestantes atualmente é o medo da dor! É sabido que contamos com tecnologia farmacológica que pode se não extinguir, ao menos diminuir a dor, no entanto precisamos entender o porquê Deus nos permite o acontecimento da dor. A dor exerce função importante em nosso organismo, ela nos alerta de que algo pode não estar bem, como por exemplo, uma dor no estômago pode significar que comemos algo estragado, uma dor muscular, que sobrecarregamos aqueles músculos. Em situação de perigo, a dor pode evitar que nos submetamos a prejuízos maiores e também nos auxilia na recuperação de danos.

A Dor do Trabalho de Parto

A dor ocorrente no trabalho de parto, se diferencia bastante de outras dores que sentimos rotineiramente, primeiramente por ser uma dor intermitente (que surge, aumenta sua intensidade, chega a um pico e vai diminuindo até desaparecer), ciclo esse que se repete durante todo o trabalho de parto, a dor do parto exerce a função de mostrar a parturiente toda a evolução do trabalho de parto, a gestante que está parindo consegue sentir seu quadril se abrindo, sua bacia se alargando, seu bebê se encaixando na pelve e toda a musculatura acessória trabalhando para a abertura da passagem. Um segundo diferencial é a sensação de esforço intenso misturado a prazer, onde a equiparamos a dor que sentimos após a prática de atividade física, conhecida como “a dor que dá prazer”, assim como na prática de exercícios físicos, no trabalho de parto, ocorre a liberação do ácido lático em nossa corrente sanguínea, que nos mostra que há uma sobrecarga muscular, enxergamos isto através da dor, no entanto, o ácido lático não deve ser encarado como um produto de desgaste metabólico e algo ruim, pelo contrário, nos proporciona uma fonte valiosa de energia química que se acumula como resultado do exercício intenso. Quando se torna novamente disponível uma quantidade suficiente de oxigênio durante a recuperação, ou quando o ritmo do exercício diminui, NAD+ (coenzima NADH em sua forma oxidada) varre os hidrogênios ligados ao lactato para subsequente oxidação a fim de formar ATP (adenosina trifosfato – uma molécula universal condutora de alta energia, fabricada em todas as células vivas como um modo de capturar e armazenar energia.). E em terceiro lugar, vemos os vários e comuns relatos de que a dor do parto é uma dor intensamente boa, facilmente e totalmente esquecida, assim como esquecemos as dores de um exercício e amanhã estamos prontos para um novo treino, isso se deve também a carga emocional depositada no evento do nascimento, onde temos a figura do bebê, que acaba sendo o resultado e recompensa de todo esforço realizado no trabalho de parto.

“Para que a vivência do parto seja boa, devemos entre outros fatores, lidar com a dor normal e inerente ao processo de abertura do colo do útero e aliviar ou eliminar dores e perturbações desnecessárias, provenientes de tensões, medos, ambientes impróprios, manobras médicas discutíveis ou presença de pessoas indesejadas.” (Ana Cris Duarte, Amigas do parto).

E embora essa dor seja tão única, lidar com ela não é diferente de lidar com outras dores. Os recursos que podemos usar são universais, e seus efeitos são diferentes em cada mulher. Somos indivíduos diferentes. Nossos desejos, nossos desafios, o que nos move, tudo é individual. É bom lembrar que por isso mesmo qualquer procedimento médico, não só aqueles ligados à dor, devem ser adotados individualmente e nunca rotineiramente. Rotina é para máquinas, não para gente e menos ainda para parturientes.

Venho aqui descrever um pouco esses recursos não farmacológicos que não só nós, doulas, como todos os profissionais da saúde e acompanhantes podem prover a parturiente para aliviar a dor e facilitar esta passagem.

Aporte emocional/Incentivo: este suporte deve ser fornecido pelo acompanhante, por familiares, amigos, doula e outros profissionais da saúde, enfim todas as pessoas envolvidas neste processo junto a gestante.

Musicoterapia/Silêncio: ter que responder a perguntas na hora da dor, ouvir conversas paralelas, muitas vezes impróprias, barulhos externos, portas batendo, gritos e comandos de ordem em alto tom, perturbam a parturiente. De forma diferente dos ruídos indesejados, a música pode trazer relaxamento, tranquilidade, conexão, conforto e força, sendo respeitada a vontade e escolha da mulher de quando e quais músicas deseja ouvir.

Privacidade/Descrição: ter pessoas entrando e saindo a todo momento da sala de parto, pessoas estranhas, pessoas indesejadas e até mesmo uma grande quantidade de pessoas, perturbam e atrapalham o trabalho de parto.

Iluminação/Penumbra: a claridade ativa o nosso racional, nos fazendo pensar, preocupar e agir de forma a resolver a situação de dor, fato que estressa e cansa a mulher, inibindo a entrega que o processo do nascimento requer. Desta forma, abaixar a luz, utilizar-se de velas e luzes coloridas que tragam tranquilidade e conforto a esta mulher auxiliam no trabalho de parto.

Aromaterapia/Cheiro hospitalar: Assim como uma criança associa jaleco branco a injeção, inconscientemente todos nós associamos cheiro hospitalar a doenças e isso é algo que inibe e muito o relaxamento e serenidade que uma parturiente deve ter. A Aromaterapia (uso de óleos essenciais) é conhecida há muitos séculos e há uma série destes óleos que poderão ser úteis durante o trabalho de parto, uma vez que fortalecem e aprofundam as contrações ao mesmo tempo em que têm um efeito analgésico e relaxante. Os óleos mais utilizados e conhecidos como eficazes durante o parto são os de Jasmim e Lavanda. São amplamente bem aceitos e considerados bastante úteis.

Posicionamento/Mobilidade: baseados em nossa anatomia, sabemos que algumas posições e exercícios favorecem a apresentação fetal (posição do bebê no útero), encaixe do bebê na pelve, melhora da oxigenação materna e fetal, consequente melhora na respiração, diminuição da dor e promoção de conforto a mãe e bebê. Sabemos também que algumas posições causam grande desconforto e atrapalham a descida do bebê, embora óbvio, é comum profissionais e/ou rotinas institucionais restringirem a mulher a ficarem no leito, em posição deitada de barriga para cima e quietas. (Eu me pergunto se essas pessoas já tentaram defecar ou fazer algo do tipo, nesta posição, imagino que NÃO).

Massagem/Digito pressão: A tensão muscular é um mecanismo de proteção do corpo, dos tempos em que o ser humano vivia na natureza. Em situações de perigo, o cérebro manda o corpo ficar preparado, em estado de fuga ou luta, e a tensão faz com que o músculo não se machuque ao entrar em ação. Quando acumulamos problemas e não conseguimos relaxar a mente, o corpo também não relaxa, o que deveria acontecer naturalmente. É este excesso de tensão que deixa os músculos doloridos.

A massagem facilita o processo de relaxamento dos músculos de várias maneiras. Quando você amassa os músculos, melhora a circulação e a distribuição do sangue – até porque o calor provocado pela fricção dilata os vasos. O músculo fica mais bem nutrido e relaxado, e a dor é aliviada. Além disso, a massagem estimula receptores espalhados pelo corpo, que reagem à temperatura, à pressão e ao toque. Estes estímulos são enviados ao cérebro, que responde com um comando para que os músculos relaxem.

Temperatura/Uso da água: Um ambiente aquecido, causa vasodilatação que em eventual rompimento venoso pode tornar maior a hemorragia, sim, mas o calor e a própria vasodilatação auxiliam e muito na dilatação, acúmulo de energia e diminuição da sensação de dor nas contrações, podemos utilizar compressas, banheiras e até mesmo o chuveiro morno, que trazem grande conforto e sem riscos, por tanto, não deve haver restrição ao tempo de permanência deste recurso.

Respiração: Mesmo que a respiração seja algo involuntário, temos formas de regular a respiração afim de aumentar a oxigenação durante a contração (com uma respiração mais acelerada) e promover relaxamento durante os intervalos (com uma respiração mais lenta e profunda).

Quando nos sentimos confortáveis e seguras, aumentamos nossa capacidade de relaxar e assim nos concentrar no trabalho de parto, que é feito de esforço, concentração e dedicação.

Sendo assim acredito que os métodos não farmacológicos, a utilização de elementos ambientais, recursos humanos, atenção, responsabilidade, cuidado e amor, são a maior e melhor forma de assistência que podemos prestar a mulher nesta intensa tarefa que é parir.

A Equipe Obra Prima convida para sua Roda mensal, Aberta e Gratuita!

A roda é direcionada a gestantes, companheiros, mães,familiares, casais tentantes, estudantes, doulas e quem mais se interessar! Serão todos bem-vindos!

Obs. Pedimos aos participantes que tragam uma almofada e o que puderem para colaborar com o lanchinho que ficará disponível, pois nossas gestantes não devem e não podem ficar muito tempo sem se alimentar.
Sugestão: biscoitos, frutas, suco água etc.

Até breve!
Atenciosamente, Equipe Obra Prima.

Conhecer e confiar no seu corpo torna todo o processo do parto mais rápido e seguro!

ANATOMIA E FISIOLOGIA DO PARTO – RODA DE CONVERSA DO DIA 11/07/2015

ÚTERO

O útero é um músculo em cujo interior se desenvolve o bebê. Quando começa o trabalho de parto, sob os comandos de secreções hormonais, as contrações exercem uma pressão de cima para baixo sobre o feto, empurrando-o contra o colo do útero que começa a dilatar-se para que o bebê saia. Ele apaga-se (afina) e dilata-se (abre) para permitir que o feto desça para a vagina. O apagamento é geralmente avançado na primeira gestação a termo, antes da ocorrência da dilatação. Nas gestações posteriores, o apagamento e a dilatação da cérvice tendem a progredir juntos.

HORMÔNIOS DO PARTO

Quando o hipotálamo do feto alcança certo grau de maturação, estimula a hipófise fetal a liberar o hormônio ACTH. Esse hormônio aumenta a secreção de cortisol e outros hormônios, que estimulam a placenta a secretar prostaglandinas. Estas promovem contrações da musculatura lisa do útero. A distensão uterina progressiva, a pressão intrauterina aumentada e o envelhecimento da placenta parecem estar associados ao início do trabalho de parto.

O parto depende tanto da secreção de ocitocina quanto da produção das prostaglandinas para a adequada dilatação do colo do útero e para que haja contrações. Essa ocitocina é também o hormônio do amor, que favorece o vínculo mão-filho e, além disso, durante a amamentação ela também é liberada, fazendo com que, logo após o parto, o útero continue se contraindo a fim de evitar hemorragias e para que ele retorne ao normal. A progesterona mantém seus níveis elevados durante toda a gravidez, inibindo contrações uterinas através do bloqueio da resposta a ocitocina e as prostaglandinas, portanto ela deve diminuir e o estrogênio aumentar par que ocorra o trabalho de parto, uma vez que o estrogênio aumenta o grau de contratilidade uterina. A endorfina é o hormônio ligado ao prazer e ajuda no alívio da dor durante o trabalho de parto. A relaxina aumenta o número de receptores para a ocitocina, além de ser responsável pelo amolecimento das articulações pélvicas, dando-lhes a flexibilidade necessária para o parto. Também tem ação importante no útero para que ele se distenda, à medida que o bebê cresce.

SINAIS QUE PRECEDEM O PARTO ATÉ O PARTO

Insinuação, ou seja, o encaixe. Ocorre gradualmente, aproximadamente duas semanas antes do termo nas primeiras gestações.

Pródomos que pode durar de poucas horas até um ou mais dias. As contrações são em geral curtas e espaçadas. A mulher pode queixar-se de contrações frequentes, porém irregulares (Braxton Hicks).

Perda do tampão mucoso que é um muco do colo do útero amarronzado ou tinto de sangue. Esse muco existe para proteger o feto de infecções.

TRABALHO DE PARTO

São quatro estágios no trabalho de parto.

O primeiro estágio é a fase latente, inicia-se com as contrações uterinas de frequência, intensidade e duração regulares e vai até a dilatação completa do colo do útero. É mais longo que o segundo e o terceiro estágios juntos. Está dividido em três fases: latente, ativa e de transição. Latente ocorre mais progresso no apagamento do colo e pouco na descida do feto. Na fase ativa e a de transição ocorre a dilatação mais rápida e o aumento na velocidade de descida da apresentação.

O segundo estágio do parto consiste na expulsão, começa no momento de dilatação completa da cérvice e vai até o nascimento do feto. Consiste na associação entre as contrações, a força contrátil do diafragma e da parede abdominal (puxos). São cerca de 5 contrações em cada 10 minutos. Está dividido em três fases: latente – período em que a mulher não sente urgência em empurrar, está repousando, ativa – período em que a mulher está fazendo grandes esforços para empurrar e a transição – a cabeça está coroando e a mulher sente mais dor e mais esforço para empurrar. Algumas mulheres queixam-se do circulo de fogo, que é um ardor que acontece com a distensão máxima do períneo.

O terceiro estágio é o secundamento, começa com o nascimento do feto e termina com a eliminação da placenta. Essa se desprende na terceira ou quarta contração forte após a saída do bebê.

O quarto estágio dura em torno de 2 horas após a eliminação da placenta. É o período de recuperação imediata. Serve para observar complicações como o sangramento anormal (GREEMBERG).

DIAGNÓSTICO DO TRABALHO DE PARTO

Contrações dolorosas e rítmicas (mínimo de 2/10 minutos, que se estendem por todo o útero durando cerca de 50-60 segundos). Colo apagado e dilatado (>2cm), perda do tampão mucoso.

Empoderamento de mulheres visto como um trabalho de formiguinhas mas chegaremos lá!

O parto é um processo involuntário conduzido por partes “arcaicas” do cérebro quando uma mulher está em trabalho de parto ela ativa o cérebro – primitivo, ou seja, o sistema límbico: hipotálamo e a hipófise, que nós compartilhamos com todos os mamíferos. Uma fisiologia do parir perfeita para as mulheres e outros animais, exceto em raros casos, não deve ser interrompida!.Infelizmente a cirurgia cesárea se tornou um elemento cultural em nosso meio causando um julgamento errôneo e agressivo para as mulheres que procuram um parto natural!

Compartilhamento consentido por Michele Torres em Grupo de Doulas de Brasília.

Relato do dia: Hoje fui ao centro de saúde o mesmo que eu faço o pré natal e nunca tenho reclamações sobre.Estava esperando ser chamada para falar com a Obstetra (uma medica super gente fina ) ,quando uma moça saiu chorando por que estava com 42 semanas e marcaram uma cesárea para ela ,a moça sentou do meu lado apavorada disse que todos os seus sonhos estavam caindo por terra ,se sentia frustrada já que ela nunca fez nenhum tipo de cirurgia na vida ,eu não tinha nenhuma reação ,só conseguia observar .em seguida uma moça sentou-se ao nosso lado e disse que era para ela ficar tranquila que tudo daria certo ,que ela é uma sortuda . por que ter cesariana era o sonho dela e infelizmente o seu parto seria normal ..

”PREFIRO UM MILHÃO DE VEZES SER CORTADA E FICAR 40 OU 60 DIAS DE REPOUSO EM UMA CAMA ,AO INVÉS DE ARREGAÇAR A MINHAS PERNAS E PARIR COMO UMA CACHORRA.”

Eu não aguentei a falta de sensibilidade daquele ser ”humano ” nem um pouco humana , eu respeito a decisão de cada uma afinal trazemos ao mundo nossos filhos da maneira que bem quisermos .mas ofender ao próximo e não respeitar a dor ai já é outra história .
eu a perguntei se ela já viu algum animal ”PARIR ” e o quão forte e amável é uma cadela ao parir ,ela faz tudo sozinha sem a ajuda de ninguém ,sem ter gente desrespeitosa metendo o nariz onde não são chamadas, e tudo no tempo certo .Eu falei a mesma que quero Parir ,quero sim arregaçar as minhas pernas e trazer ao mundo meu filho da melhor e mais humana forma possível ,para ele saber o quanto amado é , e como será bem vindo eque terei muito orgulho de ser comparada a uma cachorra, por que maioria das vezes um animal consegue ter maior sensibilidade que um ser humano .Abracei a moça e falei para ela que o filho é um fruto, quando verde ele não cai da arvore ,tem o tempo certo para amadurecer e o importante em tudo isso seria o amor !E uma cesariana não faria dela menos mãe que ninguém..

Ao entrar no meu feed as 13:45 minutos vi uma foto no perfil do companheiro dela que seu filho tinha nascido a 2 horas atrás veio forte e de parto normal.
Muito Amor.

Qual seria a opção do seu bebê, se ele pudesse escolher? Acordar naturalmente! Ou ser despertado?

Existe um tabu acerca do parto normal, por ser considerado um evento com elevado grau de dor, solidão e violência, neste espectro as mulheres buscam a cirurgia cesárea, por ser um parto moderno. Porém muitas coisas mudaram vários métodos farmacológicos foram elaborados para alivio da dor durante o trabalho de parto. A lei federal nº 11.108, de 07

de abril/2005, dá direito a um acompanhante no pré-parto, intra-parto e pós parto. Existem vários canais para denuncias sobre violência obstétrica.

Atualmente no Brasil temos um elevado índice de intervenções operatórias, porém devemos saber que em todo procedimento cirúrgico existe riscos submergidos, como sangramentos, infecções e reações anestésicas. Na cirurgia cesárea agendada, ou seja, eletiva estes riscos são aumentados por maiores complicações que possam vir a acontecer futuramente com a mulher, como uma má cicatrização do útero, a formação de queloide (hiperplasia fibrosa, elevada, consistente e com bordas mal definidas, que ocorre na derme), dentre outras…

Mas além de comprometer a saúde da mulher também poderá comprometer a saúde dos bebês, que na maioria das vezes ainda não estão prontos para nascerem e apresentam problemas respiratórios. Ao entrar em trabalho de parto natural, o bebê já está preparado para nascer, exceto em trabalho de parto prematuro. Quando o profissional que faz o acompanhamento do trabalho de parto utiliza o partograma (Gráfico desenvolvido pela Organização Mundial de Saúde/1994), ele sinaliza a progressão do trabalho de parto, ou seja, a condição materna e fetal, prevenindo o trabalho de parto prolongado e melhorando o resultado neonatal. A indicação da cirurgia cesárea se dará com real exatidão e fará a prevenção destas cirurgias desnecessárias. O partograma é utilizado em inúmeros países por ser considerado barato, efetivo e prático.

É essencial que as gestantes e familiares busquem informações, opiniões de diferentes profissionais da área obstétrica e pesquise bastante a respeito dos benefícios e riscos de cada tipo e local de parto, para estar bem informados antes da tomada de alguma decisão.

Procure por profissionais que atenda partos normais humanizados. Aceite a cirurgia cesárea, apenas com real indicação, em caso de salvar vidas e respeite a hora do seu bebê!

Pequena, aconchegante, com risos, lágrimas e mais risos, assim foi nossa primeira roda de conversa!

Resenha dos temas abordados na 1ª Roda Obra Prima 13/06/2015

Segundo a Dra Eleanor Luzes, todos deveriam ter conhecimento sobre concepção, gestação, parto, amamentação e as mudanças que ocorrem nos três primeiros anos de vida do filhote humano: 1º ano lida com a gravidade; 2º ano desenvolve um linguajar de 500 palavras; 3º pensa e no final do 3º ano tem uma memória continua. Ela nos traz uma proposta de inserção desta instrução nas escolas a partir do ensino médio. Estudos revelam que Países como a Índia, Suécia e Venezuela que apresentavam alto índice de agressividade, problemas com suicido, assassinato, álcool e drogas, zeraram o nº destas tragédias, após mudarem a educação e iniciarem orientações com as mulheres antes mesmo do período gestacional e as acompanharem na fase Perinatal.

Pesquisa “Nascer no Brasil”,coordenada pela Fundação Oswaldo Cruz em 266 hospitais públicos e privados (2014), apontam que 30% das entrevistadas não desejaram a gestação atual; 09% ficaram insatisfeitas e 2,3% tentaram interromper a gravidez,mostrando a importância de abordar a aceitação da gestação em consultas do Pré Natal e promover ações de apoio á gestantes,visto que é na primeira infância (da concepção aos 06 anos) que se estabelece o vinculo entre a mãe e filho com pequenos gestos de afeto e cuidado.

No primeiro trimestre as alterações psicológicas e emocionais da gravidez são marcadas por medo e alegria. A insegurança sobre as mudanças que ocorrerão depois que o bebê nascer, adicionada ao desconforto físico como náuseas, vômitos, insônia, cansaço e o temor da perda da gravidez que acontece com mais freqüência durante este período. O segundo trimestre é considerado o paraíso da gestação, a mulher começa a sentir a movimentação fetal e passa a acreditar que será mãe, surge então o dialogo com o filho que se fortalece por toda vida. Chegando ao final da gestação, no terceiro trimestre o abdome começa a pesar, surgem dores lombares, aumento do cansaço, receio sobre a dor que sentirá durante o trabalho de parto e duvidas se o bebê irá nascer saudável ou não.As alterações de humor voltarão, incluindo a

ansiedade pela hora do parto.Este turbilhão emocional é normal e passageiro, preserve um tempo para você e se organize para um parto mais tranqüilo.