A Equipe Obra Prima convida para sua Roda mensal, Aberta e Gratuita!

A roda é direcionada a gestantes, companheiros, mães,familiares, casais tentantes, estudantes, doulas e quem mais se interessar! Serão todos bem-vindos!

Obs. Pedimos aos participantes que tragam uma almofada e o que puderem para colaborar com o lanchinho que ficará disponível, pois nossas gestantes não devem e não podem ficar muito tempo sem se alimentar.
Sugestão: biscoitos, frutas, suco água etc.

Até breve!
Atenciosamente, Equipe Obra Prima.

Conhecer e confiar no seu corpo torna todo o processo do parto mais rápido e seguro!

ANATOMIA E FISIOLOGIA DO PARTO – RODA DE CONVERSA DO DIA 11/07/2015

ÚTERO

O útero é um músculo em cujo interior se desenvolve o bebê. Quando começa o trabalho de parto, sob os comandos de secreções hormonais, as contrações exercem uma pressão de cima para baixo sobre o feto, empurrando-o contra o colo do útero que começa a dilatar-se para que o bebê saia. Ele apaga-se (afina) e dilata-se (abre) para permitir que o feto desça para a vagina. O apagamento é geralmente avançado na primeira gestação a termo, antes da ocorrência da dilatação. Nas gestações posteriores, o apagamento e a dilatação da cérvice tendem a progredir juntos.

HORMÔNIOS DO PARTO

Quando o hipotálamo do feto alcança certo grau de maturação, estimula a hipófise fetal a liberar o hormônio ACTH. Esse hormônio aumenta a secreção de cortisol e outros hormônios, que estimulam a placenta a secretar prostaglandinas. Estas promovem contrações da musculatura lisa do útero. A distensão uterina progressiva, a pressão intrauterina aumentada e o envelhecimento da placenta parecem estar associados ao início do trabalho de parto.

O parto depende tanto da secreção de ocitocina quanto da produção das prostaglandinas para a adequada dilatação do colo do útero e para que haja contrações. Essa ocitocina é também o hormônio do amor, que favorece o vínculo mão-filho e, além disso, durante a amamentação ela também é liberada, fazendo com que, logo após o parto, o útero continue se contraindo a fim de evitar hemorragias e para que ele retorne ao normal. A progesterona mantém seus níveis elevados durante toda a gravidez, inibindo contrações uterinas através do bloqueio da resposta a ocitocina e as prostaglandinas, portanto ela deve diminuir e o estrogênio aumentar par que ocorra o trabalho de parto, uma vez que o estrogênio aumenta o grau de contratilidade uterina. A endorfina é o hormônio ligado ao prazer e ajuda no alívio da dor durante o trabalho de parto. A relaxina aumenta o número de receptores para a ocitocina, além de ser responsável pelo amolecimento das articulações pélvicas, dando-lhes a flexibilidade necessária para o parto. Também tem ação importante no útero para que ele se distenda, à medida que o bebê cresce.

SINAIS QUE PRECEDEM O PARTO ATÉ O PARTO

Insinuação, ou seja, o encaixe. Ocorre gradualmente, aproximadamente duas semanas antes do termo nas primeiras gestações.

Pródomos que pode durar de poucas horas até um ou mais dias. As contrações são em geral curtas e espaçadas. A mulher pode queixar-se de contrações frequentes, porém irregulares (Braxton Hicks).

Perda do tampão mucoso que é um muco do colo do útero amarronzado ou tinto de sangue. Esse muco existe para proteger o feto de infecções.

TRABALHO DE PARTO

São quatro estágios no trabalho de parto.

O primeiro estágio é a fase latente, inicia-se com as contrações uterinas de frequência, intensidade e duração regulares e vai até a dilatação completa do colo do útero. É mais longo que o segundo e o terceiro estágios juntos. Está dividido em três fases: latente, ativa e de transição. Latente ocorre mais progresso no apagamento do colo e pouco na descida do feto. Na fase ativa e a de transição ocorre a dilatação mais rápida e o aumento na velocidade de descida da apresentação.

O segundo estágio do parto consiste na expulsão, começa no momento de dilatação completa da cérvice e vai até o nascimento do feto. Consiste na associação entre as contrações, a força contrátil do diafragma e da parede abdominal (puxos). São cerca de 5 contrações em cada 10 minutos. Está dividido em três fases: latente – período em que a mulher não sente urgência em empurrar, está repousando, ativa – período em que a mulher está fazendo grandes esforços para empurrar e a transição – a cabeça está coroando e a mulher sente mais dor e mais esforço para empurrar. Algumas mulheres queixam-se do circulo de fogo, que é um ardor que acontece com a distensão máxima do períneo.

O terceiro estágio é o secundamento, começa com o nascimento do feto e termina com a eliminação da placenta. Essa se desprende na terceira ou quarta contração forte após a saída do bebê.

O quarto estágio dura em torno de 2 horas após a eliminação da placenta. É o período de recuperação imediata. Serve para observar complicações como o sangramento anormal (GREEMBERG).

DIAGNÓSTICO DO TRABALHO DE PARTO

Contrações dolorosas e rítmicas (mínimo de 2/10 minutos, que se estendem por todo o útero durando cerca de 50-60 segundos). Colo apagado e dilatado (>2cm), perda do tampão mucoso.

Empoderamento de mulheres visto como um trabalho de formiguinhas mas chegaremos lá!

O parto é um processo involuntário conduzido por partes “arcaicas” do cérebro quando uma mulher está em trabalho de parto ela ativa o cérebro – primitivo, ou seja, o sistema límbico: hipotálamo e a hipófise, que nós compartilhamos com todos os mamíferos. Uma fisiologia do parir perfeita para as mulheres e outros animais, exceto em raros casos, não deve ser interrompida!.Infelizmente a cirurgia cesárea se tornou um elemento cultural em nosso meio causando um julgamento errôneo e agressivo para as mulheres que procuram um parto natural!

Compartilhamento consentido por Michele Torres em Grupo de Doulas de Brasília.

Relato do dia: Hoje fui ao centro de saúde o mesmo que eu faço o pré natal e nunca tenho reclamações sobre.Estava esperando ser chamada para falar com a Obstetra (uma medica super gente fina ) ,quando uma moça saiu chorando por que estava com 42 semanas e marcaram uma cesárea para ela ,a moça sentou do meu lado apavorada disse que todos os seus sonhos estavam caindo por terra ,se sentia frustrada já que ela nunca fez nenhum tipo de cirurgia na vida ,eu não tinha nenhuma reação ,só conseguia observar .em seguida uma moça sentou-se ao nosso lado e disse que era para ela ficar tranquila que tudo daria certo ,que ela é uma sortuda . por que ter cesariana era o sonho dela e infelizmente o seu parto seria normal ..

”PREFIRO UM MILHÃO DE VEZES SER CORTADA E FICAR 40 OU 60 DIAS DE REPOUSO EM UMA CAMA ,AO INVÉS DE ARREGAÇAR A MINHAS PERNAS E PARIR COMO UMA CACHORRA.”

Eu não aguentei a falta de sensibilidade daquele ser ”humano ” nem um pouco humana , eu respeito a decisão de cada uma afinal trazemos ao mundo nossos filhos da maneira que bem quisermos .mas ofender ao próximo e não respeitar a dor ai já é outra história .
eu a perguntei se ela já viu algum animal ”PARIR ” e o quão forte e amável é uma cadela ao parir ,ela faz tudo sozinha sem a ajuda de ninguém ,sem ter gente desrespeitosa metendo o nariz onde não são chamadas, e tudo no tempo certo .Eu falei a mesma que quero Parir ,quero sim arregaçar as minhas pernas e trazer ao mundo meu filho da melhor e mais humana forma possível ,para ele saber o quanto amado é , e como será bem vindo eque terei muito orgulho de ser comparada a uma cachorra, por que maioria das vezes um animal consegue ter maior sensibilidade que um ser humano .Abracei a moça e falei para ela que o filho é um fruto, quando verde ele não cai da arvore ,tem o tempo certo para amadurecer e o importante em tudo isso seria o amor !E uma cesariana não faria dela menos mãe que ninguém..

Ao entrar no meu feed as 13:45 minutos vi uma foto no perfil do companheiro dela que seu filho tinha nascido a 2 horas atrás veio forte e de parto normal.
Muito Amor.

Qual seria a opção do seu bebê, se ele pudesse escolher? Acordar naturalmente! Ou ser despertado?

Existe um tabu acerca do parto normal, por ser considerado um evento com elevado grau de dor, solidão e violência, neste espectro as mulheres buscam a cirurgia cesárea, por ser um parto moderno. Porém muitas coisas mudaram vários métodos farmacológicos foram elaborados para alivio da dor durante o trabalho de parto. A lei federal nº 11.108, de 07

de abril/2005, dá direito a um acompanhante no pré-parto, intra-parto e pós parto. Existem vários canais para denuncias sobre violência obstétrica.

Atualmente no Brasil temos um elevado índice de intervenções operatórias, porém devemos saber que em todo procedimento cirúrgico existe riscos submergidos, como sangramentos, infecções e reações anestésicas. Na cirurgia cesárea agendada, ou seja, eletiva estes riscos são aumentados por maiores complicações que possam vir a acontecer futuramente com a mulher, como uma má cicatrização do útero, a formação de queloide (hiperplasia fibrosa, elevada, consistente e com bordas mal definidas, que ocorre na derme), dentre outras…

Mas além de comprometer a saúde da mulher também poderá comprometer a saúde dos bebês, que na maioria das vezes ainda não estão prontos para nascerem e apresentam problemas respiratórios. Ao entrar em trabalho de parto natural, o bebê já está preparado para nascer, exceto em trabalho de parto prematuro. Quando o profissional que faz o acompanhamento do trabalho de parto utiliza o partograma (Gráfico desenvolvido pela Organização Mundial de Saúde/1994), ele sinaliza a progressão do trabalho de parto, ou seja, a condição materna e fetal, prevenindo o trabalho de parto prolongado e melhorando o resultado neonatal. A indicação da cirurgia cesárea se dará com real exatidão e fará a prevenção destas cirurgias desnecessárias. O partograma é utilizado em inúmeros países por ser considerado barato, efetivo e prático.

É essencial que as gestantes e familiares busquem informações, opiniões de diferentes profissionais da área obstétrica e pesquise bastante a respeito dos benefícios e riscos de cada tipo e local de parto, para estar bem informados antes da tomada de alguma decisão.

Procure por profissionais que atenda partos normais humanizados. Aceite a cirurgia cesárea, apenas com real indicação, em caso de salvar vidas e respeite a hora do seu bebê!

Pequena, aconchegante, com risos, lágrimas e mais risos, assim foi nossa primeira roda de conversa!

Resenha dos temas abordados na 1ª Roda Obra Prima 13/06/2015

Segundo a Dra Eleanor Luzes, todos deveriam ter conhecimento sobre concepção, gestação, parto, amamentação e as mudanças que ocorrem nos três primeiros anos de vida do filhote humano: 1º ano lida com a gravidade; 2º ano desenvolve um linguajar de 500 palavras; 3º pensa e no final do 3º ano tem uma memória continua. Ela nos traz uma proposta de inserção desta instrução nas escolas a partir do ensino médio. Estudos revelam que Países como a Índia, Suécia e Venezuela que apresentavam alto índice de agressividade, problemas com suicido, assassinato, álcool e drogas, zeraram o nº destas tragédias, após mudarem a educação e iniciarem orientações com as mulheres antes mesmo do período gestacional e as acompanharem na fase Perinatal.

Pesquisa “Nascer no Brasil”,coordenada pela Fundação Oswaldo Cruz em 266 hospitais públicos e privados (2014), apontam que 30% das entrevistadas não desejaram a gestação atual; 09% ficaram insatisfeitas e 2,3% tentaram interromper a gravidez,mostrando a importância de abordar a aceitação da gestação em consultas do Pré Natal e promover ações de apoio á gestantes,visto que é na primeira infância (da concepção aos 06 anos) que se estabelece o vinculo entre a mãe e filho com pequenos gestos de afeto e cuidado.

No primeiro trimestre as alterações psicológicas e emocionais da gravidez são marcadas por medo e alegria. A insegurança sobre as mudanças que ocorrerão depois que o bebê nascer, adicionada ao desconforto físico como náuseas, vômitos, insônia, cansaço e o temor da perda da gravidez que acontece com mais freqüência durante este período. O segundo trimestre é considerado o paraíso da gestação, a mulher começa a sentir a movimentação fetal e passa a acreditar que será mãe, surge então o dialogo com o filho que se fortalece por toda vida. Chegando ao final da gestação, no terceiro trimestre o abdome começa a pesar, surgem dores lombares, aumento do cansaço, receio sobre a dor que sentirá durante o trabalho de parto e duvidas se o bebê irá nascer saudável ou não.As alterações de humor voltarão, incluindo a

ansiedade pela hora do parto.Este turbilhão emocional é normal e passageiro, preserve um tempo para você e se organize para um parto mais tranqüilo.