Um convite especial!!

Parto domiciliar em brasilia

Ser convidada para falar sobre parto e nascimento é sempre uma oportunidade extraordinária. Trazer informação de qualidade sobre esse assunto, contribuindo com o tema em forma de imagens, é mostrar a outras mulheres que parir é natural, é poderoso e pode ser prazeroso e transformador.

parto domiciliar

Essa é uma luta constante, que dorme e acorda comigo todos os dias. E que só findará quando todas as mulheres no Brasil – na rede pública e privada, tiverem direito a um parto respeitoso e justo, e todos os bebês forem recebidos no mundo com amor e deferência.

Eu falo desse assunto com carinho, empolgação e fé. Fé em um futuro diferente, calcado em um presente que já sofre mudanças e que não mais pode ser ignorado.

Fotografar partos foi um encontro de amor comigo mesma. Foi abraçar meu propósito nesse mundo. Sem dúvidas, eu faço exatamente o que vim fazer aqui e isso é ótimo, porque me doo de corpo e alma, exercendo minha profissão com paixão, empatia e reverência.

Estar em um ambiente de parto é antes de tudo entender a dinâmica do nascimento. Cada etapa do trabalho de parto é importante e tem características próprias. A formação em educação perinatal e o curso de doulas me ajudaram bastante com relação a esse aspecto.

Respeitar o espaço da mulher, a privacidade do companheiro ou um momento delicado de atuação direta da equipe de atendimento é mais importante que fazer a foto. Sempre. É preciso ter sensibilidade para identificar essas situações e saber quando é hora de abaixar a câmera, se retirar e tomar um café.

Algumas mulheres querem outras mulheres por perto, querem apoio, incentivos, olhares empáticos de força e companheirismo. Outras, preferem a introspecção. Preferem voltar o olhar para dentro de si, querem discrição, silêncio e paz.

Tudo no ambiente de parto precisa ser sentido e respeitado e de todas as coisas, a mais importante é a mulher. O parto é uma dança e quando entramos para registra-lo, precisamos respeitar seu ritmo, sua cadência e suas pausas.

Texto e imagens: Amanda Franco.

Sobre a fotógrafa: Amanda Franco tem 37, é fotógrafa de partos e famílias, carioca (da gema e do bem), que mora em Brasília. É casada com seu melhor amigo, é mãe da criança mais fantástica que existe – a Picu, é pisciana, apaixonada pela vida, vegana e acha graça (irritantemente) em absolutamente tudo.

Portfólio digital: http://amandafrancofoto.com

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